TSE propõe selo de qualidade para institutos de pesquisa eleitoral

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, sugere um selo de qualidade para institutos de pesquisa eleitoral, visando aumentar a transparência e a confiança pública [...]

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, anunciou a intenção de criar um selo de qualidade para os institutos de pesquisas eleitorais, com o objetivo de aprimorar a transparência e fortalecer a confiança do público nas pesquisas realizadas. A proposta surge pouco mais de um mês após a suspensão de uma pesquisa que apresentava resultados desfavoráveis ao senador Flávio Bolsonaro.

A implementação do selo, no entanto, levanta questões práticas, como a forma de avaliação que será adotada. Não está claro se a comparação será feita entre votos válidos ou totais, nem quem ficará responsável por essa análise. Além disso, representantes de associações do setor ressaltam que as pesquisas capturam a intenção de voto no momento da coleta de dados, não refletindo necessariamente o resultado final nas urnas.

Entre os institutos de pesquisa, a ideia é vista com receio, pois pode permitir que empresas menos confiáveis manipulem seus números utilizando dados de instituições respeitáveis na fase final da campanha. Contudo, há quem considere que a medida pode ajudar a eliminar a reserva de mercado que prejudica a concorrência no setor.

A proposta de selo atende a uma demanda histórica de políticos que buscam maior controle sobre as pesquisas eleitorais e a influência nos resultados das eleições. Para que a iniciativa entre em vigor, ela precisa ser aprovada pelo plenário do TSE.

Durante uma reunião com representantes dos institutos, Kassio Nunes Marques destacou que a criação do selo visa não apenas a transparência, mas também o incentivo ao aprimoramento das metodologias utilizadas pelas empresas. Ele também assegurou que as sugestões apresentadas pelos institutos seriam consideradas antes de serem incorporadas nas normas.

Atualmente, a legislação eleitoral já exige que os institutos disponibilizem informações detalhadas sobre cada pesquisa antes de sua divulgação, incluindo a metodologia, o plano amostral, o período de realização, a margem de erro, o nível de confiança, o contratante e o valor pago pelo estudo. Esses dados são acessíveis ao público no sistema da Justiça Eleitoral.

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