TJMS mantém prisão de empresário enquanto Defesa de Neno Razuk busca habeas corpus

A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu por unanimidade manter a prisão de Marcelo Tadeu Cabral, acusado de integrar organização criminosa, enquanto a Defesa [...]

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) decidiu manter a prisão de Marcelo Tadeu Cabral, conhecido como Marcelão Cabral, acusado de fazer parte da organização criminosa liderada pelo clã Razuk. A decisão ocorreu enquanto os advogados de Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk, estão prontos para impetrar um habeas corpus ainda nesta quarta-feira, com o objetivo de revogar o mandado de prisão contra o ex-deputado.

Ricardo Souza Pereira, advogado de Neno, informou que está finalizando a documentação necessária para o pedido de habeas corpus, que deve ser protocolado em breve. A defesa afirma que Neno aguardará o resultado do julgamento do HC antes de decidir se irá se entregar às autoridades.

Paralelamente, a 1ª Câmara Criminal do TJMS publicou um acórdão que negou o habeas corpus solicitado por Marcelo Cabral. A defesa de Cabral argumentou que não existiam provas suficientes para comprovar seu envolvimento com a organização criminosa que explorava o jogo do bicho em Mato Grosso do Sul, ressaltando que não foram apreendidos valores em sua posse e que suas empresas operam de forma lícita.

No entanto, os magistrados, por unanimidade, seguiram a posição do relator, desembargador Jonas Hass Silva Júnior, que destacou a existência de indícios de autoria baseados em provas fornecidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Entre essas provas estão interceptações telefônicas e movimentações financeiras consideradas suspeitas.

Acusado de lavagem de dinheiro proveniente do jogo do bicho, Marcelo Cabral permanecerá detido, pois o TJMS entendeu ser necessária essa medida para garantir a ordem pública, evitando assim a possibilidade de o réu coagir testemunhas ou destruir evidências. Além de empresário no ramo de títulos de capitalização, Marcelão também é suplente de vereador em Corumbá e foi encontrado com uma arma durante a Operação Sucessione.

A Defesa de Neno Razuk, por sua vez, busca anular decisões judiciais relacionadas à Operação Sucessione, que envolve o clã Razuk. O pai de Neno, Roberto Razuk, atualmente cumpre prisão domiciliar em razão de seu estado de saúde delicado. Já os irmãos de Neno, Jorge e Rafael, estão em regime de prisão.

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