Zuckerberg nega que redes sociais sejam projetadas para viciar jovens

O CEO da Meta afirma que a empresa não tem como objetivo aumentar o tempo de uso entre jovens e que sua estratégia atual é [...]
Foto: Busca Gazeta do Povo

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, prestou depoimento em um julgamento que discute se plataformas digitais foram projetadas para gerar vício e prejudicar a saúde mental de menores. Durante o testemunho, ele negou que sua companhia tenha desenvolvido suas redes com o objetivo de maximizar o tempo de uso entre jovens.

Zuckerberg foi questionado sobre um depoimento anterior no qual afirmou que a Meta não tinha como objetivo aumentar o tempo que as pessoas passam usando os aplicativos da empresa. No entanto, os advogados da jovem que processa a empresa apresentaram e-mails de 2014 e 2015 nos quais o executivo mencionava a intenção de elevar o engajamento em percentuais de dois dígitos. Diante disso, Zuckerberg reconheceu que a Meta estabeleceu metas para ampliar o tempo de uso no passado, mas afirmou que essa não é mais a estratégia atual da empresa.

O julgamento envolve o caso de uma jovem de 20 anos que alega que o uso do Instagram e do YouTube durante a adolescência agravou depressão e pensamentos suicidas. A Meta e o Google negam as acusações e argumentam que a empresa implementou ferramentas de segurança para proteger usuários jovens e que estudos não estabelecem relação direta entre redes sociais e danos à saúde mental.

A audiência desta quarta-feira marca a primeira vez que Zuckerberg presta depoimento diante de um júri em um processo desse tipo. O caso pode servir como precedente para milhares de ações semelhantes movidas por famílias, distritos escolares e estados norte-americanos contra empresas de tecnologia.

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