Na manhã desta terça-feira (5), o julgamento de Adriano Prestes Martins, de 51 anos, ocorreu na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. O réu enfrenta acusações de tentativa de homicídio simples e porte ilegal de arma de fogo, relacionadas a um incidente que envolveu um empresário do setor de transporte. Durante o processo, a vítima relatou que não guarda mágoa do acusado, apesar da gravidade da situação.
O crime ocorreu em julho de 2023, quando Adriano se dirigiu à empresa da vítima para tratar da transferência de um carro, adquirido pela filha do réu. Embora a documentação estivesse pendente, a quantia paga pela filha na época foi de aproximadamente R$ 35 mil. A vítima expressou não compreender a motivação que levou Adriano a agir de forma violenta.
Conforme os relatos, Adriano chegou ao local afirmando que a vítima deveria morrer, sacou uma pistola calibre .38 e disparou contra ela. Os tiros atingiram a parede e o chão do estabelecimento, sem ferir a vítima, que reagiu e entrou em luta corporal com o réu. Após a briga, conseguiu escapar em direção a um parque localizado em frente à sua empresa, enquanto Adriano fugiu em sua camionete S10.
Durante o julgamento, a vítima reafirmou que não sente ódio do réu, afirmando: "Já perdoei ele, não tenho raiva, nem ódio nem mágoa dele”. No entanto, deixou claro que a tentativa de homicídio foi real. A luta corporal entre os dois foi um desdobramento imediato da ameaça que a vítima recebeu, provocando um confronto físico que culminou na fuga do autor.
A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) descreve que Adriano é ex-cunhado da esposa da vítima, o que pode ter contribuído para a tensão que levou ao crime. Um vídeo de câmeras de segurança registrou a cena da tentativa de homicídio, que ocorreu por volta das 15h30. O caso segue sob análise judicial, ressaltando a complexidade das relações pessoais que podem culminar em atos de violência.