Vereador de Campo Grande busca investigar obra e enfrenta ameaças

Leinha, vereador de Campo Grande, relata dificuldades para votar requerimento que questiona contrato com construtora responsável por obras de drenagem. Confusão com empresário da empresa [...]
Vereador Leinha — Foto: Vereador Leinha (Reprodução, Câmara)

O vereador Leinha, do Avante, tem enfrentado desafios para votar um requerimento na Câmara de Vereadores de Campo Grande. Há três semanas, ele tenta colocar o documento em pauta, mas a inversão frequente da ordem de votação e a falta de quórum têm impedido a análise. "Espero que a gente consiga votar e não tenha inversão de pauta", afirmou o vereador.

O requerimento apresentado por Leinha questiona o contrato firmado com a empresa A.S Construtora, responsável por obras de drenagem nos bairros Jardim Monte Alegre e Jardim das Perdizes. O vereador se envolveu em uma confusão com um empresário da construtora no mês anterior, durante uma vistoria na obra. "Já pegaram mais de R$ 8 milhões e não concluíram a obra. Eu passei lá ontem e tem um buraco aberto, não tem maquinário lá", relatou o vereador.

Além das questões relacionadas à obra, o PL planeja divulgar uma propaganda partidária em que Michelle Bolsonaro pede que eleitoras se voluntariem como mesárias e fiscais. No material, ela menciona a importância da transparência nas eleições e convida as mulheres a participarem ativamente desse processo.

Durante um debate sobre Segurança Pública em Campo Grande, o deputado Pedro Kemp, do PT, criticou a oposição do governador Eduardo Riedel, do PP, em relação ao projeto de emenda constitucional na área de Segurança Pública, que é apoiado pelo governo federal. Kemp argumentou que a proposta visa integrar as forças de segurança estaduais e federais, o que, segundo ele, aumentaria a eficiência das ações. No entanto, os governadores expressam preocupação com possíveis interferências nas polícias estaduais.

O vereador Beto Avelar, do PP, abordou a necessidade de um VAR, ou Video Assistant Referee, na Câmara de Vereadores, referindo-se à contradição nos discursos de alguns parlamentares. Ele lembrou que Luiza Ribeiro, do PT, e Marquinhos Trad, do PV, votaram contra um projeto de reajuste, mas Ribeiro havia criticado a gestão de Trad na prefeitura. "Vamos verificar o VAR; a vereadora reclamava da gestão dele e agora vota junto", destacou Avelar.

O VAR, que é muito utilizado em partidas de futebol, auxilia o árbitro a corrigir lances duvidosos ou erros claros por meio de imagens, e a proposta de Avelar visa trazer essa lógica para o debate político local. Assim, a discussão sobre a transparência e a responsabilidade na administração pública continua em pauta na capital sul-mato-grossense.

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