A Venezuela transformou-se em uma representante dos interesses russos e chineses nas Américas, de maneira semelhante ao papel que Cuba desempenhou como ponta de lança da União Soviética durante a Guerra Fria. O regime de Nicolás Maduro foi significativamente fortalecido militarmente por seus aliados. O regime do Maduro foi municiado por armamento russo, incluindo 24 Sukhoi, e o sistema de defesa aérea S-300 também foi fornecido pelos russos.
A China também tem papel crucial nessa aliança, fornecendo armamentos e mantendo relações comerciais estratégicas com a Venezuela. A China também municiou a Venezuela de armamento, e 80% do petróleo da Venezuela era vendido para a China até recentemente. Os outros 20% da produção petrolífera venezuelana são divididos entre Cuba e Estados Unidos.
Apesar dessas alianças estratégicas, nem Rússia nem China conseguiram impedir ações dos Estados Unidos na região. A Rússia tem se mostrado bastante fraca com seus parceiros, citando como exemplos a queda do regime de Bachar Al-Assad na Síria, os bombardeios israelenses contra o Irã e a derrota da Armênia, aliada russa, na guerra contra o Azerbaijão.
O crescimento do arsenal nuclear chinês, que saltou de 350 para 600 ogivas nucleares e tem planos de chegar a 1.500 nos próximos anos, representa uma preocupação adicional para o equilíbrio geopolítico global.
