Um veículo suspeito de ter sido utilizado no assassinato de Wagner Cantalupi Batista, de 41 anos, foi encontrado totalmente queimado na tarde de quarta-feira (8), a aproximadamente 100 metros da linha internacional entre Brasil e Paraguai. O crime ocorreu poucas horas antes do achado do automóvel, que foi alvo de 20 disparos.
O carro, um Hyundai Elantra, foi localizado por policiais paraguaios na região de Callejón Cano, em Zanja Pytã, a 316 quilômetros de Campo Grande, por volta das 17h40. O veículo estava ao lado de uma plantação de milho, mas o incêndio destruiu os elementos de identificação do automóvel, dificultando a confirmação do modelo.
Informações obtidas indicam que o Hyundai Elantra havia sido roubado em Goiás e estava circulando com placas paraguaia falsas. Técnicos foram acionados para examinar os destroços e tentar identificar o veículo. O fiscal de plantão, Emilio Álvarez, está acompanhando a investigação.
Horas antes do crime, Wagner dirigia um Fiat Siena preto pela Rua Sete de Setembro, nas proximidades do Hemocentro de Ponta Porã, quando foi cercado por atiradores. Os disparos, realizados com pistolas 9 milímetros, atingiram o peito e a cabeça da vítima, que não teve chance de reação. Após a ação, os criminosos conseguiram fugir.
Wagner, que usava tornozeleira eletrônica no momento do assassinato, era filho de Valdir da Silva Batista, conhecido como “Valdirzão”, um criminoso notório na região. Valdir foi assassinado em 2004, em um crime que permanece sem solução até hoje. O histórico criminal de Wagner incluía condenações por tráfico de drogas, além de registros por violência doméstica, tentativa de homicídio e estelionato.
Em janeiro de 2022, ele foi preso em frente à Câmara de Vereadores de Ponta Porã pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras). Após a prisão, foi transferido para Minas Gerais, onde cumpriu pena por tráfico de drogas. Wagner estava envolvido no crime desde pelo menos 2005, quando foi detido pela Polícia Federal durante a Operação Maffia, que resultou na apreensão de 7,5 toneladas de maconha.
Com informações campograndenews.com.br