Vanessa Ricarte foi assassinada com três facadas na residência do bairro São Francisco, em Campo Grande, no mesmo dia em que denunciou o ex-companheiro e solicitou medida protetiva. O crime, que completou um ano nesta quarta-feira, teve como autor o músico Caio Nascimento, que ainda não foi julgado, com o processo aguardando data para o Tribunal do Júri.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) esclareceu que a demora no julgamento se deve à quantidade de recursos e questionamentos apresentados pelas partes. Apesar da denúncia ser aceita em março de 2025, o processo segue em instrução, sem previsão de conclusão.
O irmão de Vanessa, Walker Ricarte, afirmou que a família enfrenta o luto diariamente e critica a lentidão judicial. Ele destacou que o réu ainda não foi interrogado pelo tribunal, prolongando a espera pela condenação. A ausência de celeridade no caso reforça a cobrança por leis mais efetivas contra violência doméstica.
A morte da jornalista mobilizou protestos e debate sobre o acolhimento às vítimas. Ações e relatos indicam dificuldades enfrentadas durante o atendimento prévio ao crime, alimentando a discussão sobre a necessidade de melhores estruturas para proteger mulheres em situação de risco.
