Última oportunidade para renegociar dívidas no Programa Desenrola Brasil

O Programa Desenrola Brasil 2026, que oferece descontos significativos nas dívidas, encerra as adesões no dia 3 de agosto. Os interessados têm até essa data [...]

O Programa Desenrola Brasil 2026, que visa ajudar os cidadãos a regularizar suas pendências financeiras, se aproxima do fim. Desde o dia 4 de maio, os interessados têm até o dia 3 de agosto para realizar acordos que podem oferecer descontos de até 90% nas dívidas. Este prazo limitado destaca a urgência para aqueles que ainda não aproveitaram a oportunidade para colocar suas contas em dia.

Os descontos variam conforme o tipo e o tempo de inadimplência. Dívidas relacionadas ao crédito rotativo e crédito especial podem ter abatimentos que vão de 40% a 90%. Para aquelas associadas ao Crédito Direto ao Consumidor (CDC), os descontos são um pouco menores, variando entre 30% e 80%. Este cenário propõe um alívio significativo para muitos consumidores endividados.

Após a aplicação dos descontos, as parcelas podem ser pagas em até quatro anos, com juros limitados a 1,99% ao mês. Os devedores têm um prazo de 35 dias para efetuar o primeiro pagamento após a renegociação. As transações serão realizadas diretamente com as instituições financeiras, que estão preparadas para operar dentro dos novos parâmetros do programa.

Cada pessoa pode renegociar dívidas que totalizam até R$ 15 mil por instituição financeira, com o suporte do Fundo de Garantia de Operações (FGO). É importante ressaltar que as dívidas mais antigas tendem a receber descontos mais expressivos, uma vez que as chances de recuperação pelos bancos são menores.

O programa também oferece a opção de utilizar até 20% do saldo do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) ou até R$ 1 mil para a quitação das dívidas. Essa medida é uma forma de proteger o trabalhador, já que as instituições financeiras são obrigadas a oferecer descontos mínimos antes que o saque do FGTS seja liberado. O governo espera que essa iniciativa amplie a capacidade de negociação das famílias endividadas.

O ministro Durigan destacou a importância do FGTS no processo de quitação das dívidas. "Primeiro, haverá a redução dos bancos de até 90%. Depois do desconto, o trabalhador pode usar o saque do FGTS para diminuir ainda mais a dívida que ele tenha, e depois parcela em até quatro anos, com 35 dias de carência do primeiro pagamento". Essa abordagem visa facilitar o acesso das famílias a condições mais favoráveis para a regularização de suas finanças.

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