A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) agora integra o Instituto Nacional de Pesquisa e Inovação em Imagem Fototérmica (INPIIF), um projeto de grande impacto para a ciência brasileira. A aprovação veio através de uma rigorosa seleção do CNPq para os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) de 2024, onde a proposta obteve uma avaliação de 9,97, figurando entre as dez melhores do país. O projeto conta com um investimento total de R$ 14,6 milhões.
O INPIIF é coordenado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e tem a UEMS como vice-coordenadora, representada pelo professor Dr. Sandro Marcio Lima. A participação da UEMS fortalece sua posição em redes de pesquisa de ponta, tanto em âmbito nacional quanto internacional.
Além do Dr. Lima, a equipe da UEMS no projeto é composta pelos professores pesquisadores Luis Humberto da Cunha Andrade, Junior Reis Silva, Yzel Rondon Súarez e William Fernando Antonialli Junior, todos ligados ao Centro de Estudos em Recursos Naturais (CERNA) e ao Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais (PGRN).
O instituto congrega 17 universidades brasileiras de diversas regiões e 17 instituições internacionais de 13 países, incluindo Canadá, Alemanha, Suíça, EUA e Inglaterra. O foco do INPIIF é o desenvolvimento de tecnologias de imagem inovadoras para aplicações em diagnóstico médico, análise de materiais e monitoramento ambiental, com potencial para a detecção precoce de câncer, identificação de patógenos e criação de biomateriais.
A iniciativa tem como meta a formação de mais de 400 mestres e doutores, 340 estudantes de iniciação científica, e o depósito de 16 patentes, além de estabelecer parcerias estratégicas com o setor produtivo.
Um marco importante será a coordenação, pela equipe do INPIIF, da 23ª Conferência Internacional sobre Fenômenos Fotoacústicos e Fototérmicos (ICPPP23), em 2026, que terá Bonito, em Mato Grosso do Sul, como sede, elevando o estado ao cenário mundial na área.
