O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou neste sábado que enviou uma proposta à Rússia para a realização de uma nova rodada de negociações de paz na próxima semana. O objetivo, segundo Zelensky, é acelerar as conversas entre os dois países e alcançar um cessar-fogo imediato.
A declaração foi feita em pronunciamento oficial à população ucraniana, onde o presidente enfatizou a urgência de interromper os combates. “Tudo deve ser feito para alcançar um cessar-fogo. O lado russo precisa parar de se esconder das decisões”, afirmou Zelensky.
Até o momento, não houve resposta pública do governo russo à proposta de Kiev.
A iniciativa foi liderada por Rustem Umerov, ex-ministro da Defesa da Ucrânia, que já chefiou a delegação do país em duas rodadas anteriores de diálogo com Moscou, realizadas em Istambul nos últimos cinco meses. Essas negociações resultaram em acordos pontuais de troca de prisioneiros, mas não produziram avanços significativos para encerrar o conflito. Umerov foi recentemente nomeado chefe do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, com a missão de impulsionar novas negociações.
Apesar das declarações sobre a abertura para o diálogo, a Rússia mantém uma intensa ofensiva militar na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, e não retirou suas exigências consideradas inaceitáveis por Kiev e seus aliados.
De acordo com fontes próximas ao Kremlin, o presidente russo, Vladimir Putin, pretende continuar a guerra na Ucrânia até que o Ocidente aceite negociar o fim do conflito com base em seus termos. As exigências territoriais de Putin, que atualmente visam a anexação de cerca de 20% do território ucraniano, podem aumentar à medida que as forças russas avançam. Outras exigências incluem o desarmamento da Ucrânia e a garantia de que a OTAN não se expanda mais para o leste.