O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou a conclusão da etapa de lacração e assinatura digital dos sistemas que devem ser utilizados nas urnas eletrônicas durante as ELEIÇÕES de 2026. O procedimento foi realizado nesta sexta-feira (4) e marca um importante passo na preparação para o pleito, garantindo a segurança dos dados envolvidos.
Os sistemas foram submetidos a testes e auditorias por entidades fiscalizadoras antes de serem lacrados. Com a assinatura digital, o tribunal efetua o registro definitivo dos programas, que são armazenados em uma sala-cofre. A partir desse ponto, os sistemas são enviados para os tribunais regionais, onde ficarão sob a custódia das autoridades eleitorais.
A lacração tem como objetivo impedir qualquer tipo de alteração nos sistemas das urnas até a realização das ELEIÇÕES. Os códigos lacrados se tornam imutáveis e ficam registrados em mídias físicas que não podem ser regravadas, garantindo assim a autenticidade e integridade dos dados. Além disso, cada sistema gera sequências numéricas únicas, conhecidas como hashes, que permitem a verificação da legitimidade do software em utilização.
Esse processo não somente amplia a segurança das urnas em relação a possíveis interferências externas, mas também promove a descentralização da confiança no sistema eleitoral. A participação de partidos e instituições na fiscalização e assinatura dos códigos oferece uma camada adicional de transparência e mostra que a segurança não depende exclusivamente de uma única entidade.
De acordo com informações do TSE, a lacração digital é fundamental para evitar a inserção de códigos maliciosos ou vírus, fortalecendo a proteção do hardware contra qualquer tipo de comprometimento que possa afetar o sigilo ou a precisão do voto.
Em relação ao pleito de 2026, mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar, representando um aumento de cerca de 2,3 milhões de eleitores em comparação com 2022. Durante as ELEIÇÕES, cada eleitor será responsável por escolher dois senadores, uma vez que duas das três vagas de cada estado e do Distrito Federal estarão em disputa. No primeiro turno, serão realizadas múltiplas votações, incluindo a escolha de deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República.