Em um discurso realizado na Flórida, o presidente Donald Trump levantou dúvidas sobre a permanência dos Estados Unidos na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Ele criticou os países membros da aliança por não prestarem apoio às ações militares americanas e israelenses no conflito contra o Irã.
Trump afirmou que os EUA gastam centenas de bilhões de dólares por ano para proteger seus aliados, mas questionou a necessidade de continuar nessa postura. Ele declarou que, diante das ações dos aliados, os Estados Unidos não precisariam mais estar na Otan, enfatizando a falta de reciprocidade no apoio durante a guerra contra o Irã.
A insatisfação do governo Trump se concentra especialmente nos países europeus, que não atenderam aos pedidos de apoio às operações no Oriente Médio, incluindo a tentativa de reabrir o Estreito de Ormuz. Embora alguns aliados, como o Reino Unido, tenham autorizado o uso de bases para operações defensivas, a maioria tem resistido a um envolvimento direto.
Nos bastidores, integrantes da Otan afirmam que a guerra não se trata de um assunto da aliança e que não foram informados previamente pelas autoridades americanas sobre ações contra o regime iraniano. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, destacou a força da aliança sob a liderança de Trump e a pressão que ele exerceu para que os países europeus aumentassem seus gastos com defesa.