A América do Sul está dividida entre seis governos de esquerda e seis de direita. Três eleições presidenciais no subcontinente poderão desempatar essa disputa em 2026. A primeira será no Peru, em abril, seguida de eleições presidenciais na Colômbia, em maio, e no Brasil, em outubro.
Com a nova doutrina de segurança nacional dos Estados Unidos enfatizando priorizar a América Latina, espera-se que o presidente Donald Trump dedique grande atenção a essas disputas. No primeiro ano do seu segundo mandato, o republicano entrou em conflito com os governos de esquerda do Brasil e da Colômbia.
No país andino, o presidente Gustavo Petro não poderá tentar a reeleição, e o senador Iván Cepeda será o candidato do partido de Petro. Em outubro, Petro se tornou alvo de sanções econômicas do governo Trump, sob a justificativa de que o mandatário esquerdista permitiu que cartéis de drogas “florescessem” na Colômbia durante seu mandato.
Quanto ao Brasil, onde Luiz Inácio Lula da Silva tentará o quarto mandato, Trump chamou o petista de “lunático de esquerda radical” em 2022 e pediu votos no aliado Jair Bolsonaro. Em 2025, Trump aplicou um tarifaço de 50% sobre importações do Brasil, mas depois retirou as tarifas sobre carnes, café e outros produtos agrícolas do Brasil.