Trump acrescentou sete países à lista de proibição total de entrada nos EUA e restringiu documentos da Autoridade Palestina. A medida segue restrições já impostas a outros países, tanto total quanto parcialmente, e foi anunciada após um ataque a agentes da Guarda Nacional. O USCIS suspendeu o processamento de pedidos de imigração afegãos e revisará green cards de cidadãos de 19 países de preocupação.
O governo de Donald Trump anunciou a inclusão de sete novos países na lista de cidadãos proibidos de entrar nos Estados Unidos.
O governo do presidente Donald Trump anunciou nesta terça‑feira (16) a inclusão de sete novos países na lista de cidadãos proibidos de entrar nos Estados Unidos: Burkina Faso, Laos, Mali, Níger, Serra Leoa, Sudão do Sul e Síria. A administração também restringiu totalmente a entrada de pessoas com documentos de viagem emitidos ou endossados pela Autoridade Palestina. Em junho, a proibição total já abrangia cidadãos de doze países – Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen – e foram impostas restrições parciais a quinze países, entre eles Angola, Antígua e Barbuda, Benin e Nigéria. Na mesma época, já constavam na lista de restrição parcial Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela. A Casa Branca justificou as medidas como necessárias para obter cooperação de governos estrangeiros, reduzir a permanência ilegal, cumprir leis de imigração e atender a objetivos de política externa, segurança nacional e combate ao terrorismo. As restrições foram anunciadas após dois agentes da Guarda Nacional serem baleados por um imigrante afegão em Washington, resultando na morte de Sarah Beckstrom. O Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) suspendeu o processamento de todos os pedidos de imigração de cidadãos afegãos por tempo indeterminado e informou que revisará os green cards de cidadãos de dezenove países incluídos na lista de “preocupação” americana, entre eles Afeganistão, Irã, Cuba e Venezuela.