Os comandantes militares dos Estados Unidos estão preparando as tropas no Oriente Médio para uma possível incursão terrestre no Irã nas próximas semanas. Os planos não incluem uma invasão total, mas sim incursões com objetivos específicos, que podem envolver unidades de operações especiais e forças convencionais de infantaria.
O governo iraniano, através do presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, manifestou sua preocupação, afirmando que, enquanto publicamente o inimigo fala em negociação, secretamente planeja uma ofensiva terrestre. Um dos alvos potenciais da ação americana seria a ilha de Kharg, um importante centro de distribuição de petróleo no Golfo Pérsico.
Especialistas militares expressam apreensão sobre a captura da ilha, considerando a capacidade do Irã de utilizar drones e artilharia. Michael Eisenstad, do Instituto de Washington para Política do Oriente Próximo, sugere que o foco deveria estar na destruição de instalações militares costeiras que representam ameaças à navegação.
Atualmente, cerca de 50 mil soldados americanos estão no Oriente Médio, uma quantidade significativamente menor do que os 250 mil que participaram da invasão do Iraque em 2003. A Casa Branca tem emitido declarações contraditórias sobre a situação, com a secretária de Imprensa, Karoline Leavitt, ressaltando que os preparativos são necessários para dar flexibilidade ao presidente, sem que uma decisão final tenha sido tomada.