Trigêmeas de onça-pintada ganham nomes que celebram o Cerrado

As trigêmeas de onça-pintada do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, em Minas Gerais, agora têm novos nomes, escolhidos por meio de votação popular. Davi, Murici [...]
Trigêmeas de onça-pintada. — Foto: Trigêmeas de onça-pintada. (Foto: Reprodução/

As trigêmeas de onça-pintada registradas no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, localizado em Minas Gerais, agora possuem nomes. Os felinos foram batizados de Davi, Murici e Mambaí, em uma iniciativa que buscou homenagear o Cerrado. A escolha dos nomes ocorreu através de uma votação popular promovida pela Ong Onçafari, que efetua o monitoramento dos animais.

A votação contou com a participação de 1.442 pessoas, que se mobilizaram para eleger os nomes das oncinhas. As votações vieram de diversas regiões do Brasil e até mesmo de outros países, demonstrando o interesse e a preocupação com a preservação dessas espécies.

Com aproximadamente um ano e meio de vida, as trigêmeas se preparam para um novo ciclo. Em breve, elas se afastarão da mãe, iniciando sua jornada de vida independente. Esse momento é crucial para a formação dos instintos e habilidades necessárias para a sobrevivência na natureza.

A ocorrência de trigêmeos entre onças-pintadas é considerada extremamente rara. Normalmente, as fêmeas dessa espécie dão à luz entre um e quatro filhotes por ninhada, sendo mais comum que nasçam dois. Mesmo quando há mais filhotes, a taxa de sobrevivência é baixa, pois frequentemente machos podem eliminar filhotes em competições por território e recursos.

A mãe onça-pintada cuida dos filhotes sozinha por cerca de dois anos, tempo em que os jovens aprendem a se adaptar ao ambiente. Após esse período, cada onça-pintada segue seu próprio caminho, enfrentando os desafios da vida fora do abrigo materno. Essa dinâmica é essencial para a continuidade da espécie, que enfrenta diversas ameaças em seu habitat natural.

Um post compartilhado por Onçafari (@oncafari)

Leia mais

Rolar para cima