Três suspeitos do Comando Vermelho são mortos em operação em Nova Andradina

Durante uma operação policial em Nova Andradina, três suspeitos, incluindo uma adolescente de 17 anos, foram mortos em confronto. A ação visava cumprir mandados relacionados [...]

Na quinta-feira (15), três suspeitos foram mortos em um confronto com a polícia durante a Operação Descarrilho, em Nova Andradina, cidade localizada a 298 quilômetros de Campo Grande. Os envolvidos foram identificados como Ana Vitória Nascimento Santos, de 17 anos, Wemerson Costa dos Anjos, de 28 anos, conhecido como Tio Baby, e João Lucas Nunes, de 23 anos, também conhecido como Juquinha. A operação visava cumprir seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão contra indivíduos supostamente ligados ao Comando Vermelho.

O confronto ocorreu em um conjunto de quitinetes, onde os três suspeitos estavam escondidos. Informações indicam que Ana Vitória é filha de Gilson Santana dos Santos, que foi assassinado no último dia 29, e teria planejado a morte do próprio pai. Além disso, ela está relacionada ao homicídio de Natalício Rodrigues dos Santos, conhecido como Pebinha, ocorrido no dia 5 deste mês. As investigações sugerem que a jovem tinha influência nas decisões do Comando Vermelho.

As equipes envolvidas na operação incluem o Garras, Denar, Defron, SIGs de Nova Andradina e Bataguassu, além da DAM e das delegacias de Ivinhema e Angélica. O local onde os suspeitos se encontravam era utilizado para armazenar armas de fogo e uma motocicleta, que possivelmente foram empregadas nos assassinatos em Batayporã.

Durante a abordagem, Wemerson, armado com uma pistola calibre 9 mm, teria ameaçado os policiais e foi atingido. Ana Vitória e João Lucas também estavam armados e foram feridos. Todos os três foram levados para atendimento médico, mas não resistiram aos ferimentos. A Polícia Científica foi acionada para investigar a cena do crime.

Na sexta-feira (16), uma coletiva de imprensa será realizada pelo delegado Ivan Barreira, diretor do Departamento de Polícia Especializada, e pelo delegado Roberto Guimarães, titular do Garras, para fornecer mais detalhes sobre o caso, que segue sob investigação.

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