Três imóveis de programa habitacional são lacrados em fiscalização em Campo Grande

A Emha interditou três casas destinadas ao reassentamento de famílias da antiga Comunidade Mandela. Ação ocorreu após fiscalização que notificou 181 residências. [...]

Na última quarta-feira (8), a Emha (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários) interditou três imóveis que deveriam servir para o reassentamento de famílias oriundas da antiga Comunidade Mandela, localizados no bairro Iguatemi II. A ação de fiscalização foi realizada simultaneamente em diversos bairros, incluindo José Tavares, Talismã, Oscar Salazar e Iguatemi I e II.

Os imóveis foram lacrados devido a irregularidades, como a presença de residências desabitadas. Em um dos casos, o proprietário foi flagrado mantendo a luz acesa e objetos dentro do imóvel para simular ocupação. Diante da situação, a Energisa foi acionada e realizou o corte no fornecimento de energia elétrica do local.

Com a confirmação das irregularidades, o proprietário perdeu automaticamente o direito sobre o imóvel. A casa, que tinha como destino uma pessoa solteira e contava com apenas um quarto e um banheiro, será redirecionada para outro beneficiário que está na fila de espera por moradias oferecidas pelos programas municipais.

A fiscalização promovida pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Emha, visou garantir a destinação adequada dos imóveis destinados ao reassentamento das famílias da antiga Comunidade Mandela. No total, 181 residências foram notificadas, e as famílias têm um prazo de cinco dias para comparecer pessoalmente à Agência e apresentar os devidos esclarecimentos.

Após esse período, se as irregularidades forem confirmadas, a Emha tomará as providências necessárias para retomar os imóveis, que serão então destinados a outras famílias que aguardam por uma moradia.

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