Tiago Vargas prioriza retorno à Polícia Civil e descarta candidatura

O ex-vereador Tiago Vargas afirma que não pretende buscar a elegibilidade no momento, focando na reintegração ao cargo de Investigador de Polícia Judiciária após anulação [...]
Ex-vereador Tiago Vargas. — Foto: Ex-vereador Tiago Vargas. (Madu Livramento, Jo

O ex-vereador Tiago Vargas manifestou que não tem interesse em reverter sua inelegibilidade, concentrando suas energias na reintegração ao cargo de Investigador de Polícia Judiciária. A decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul anulou o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que resultou em sua demissão, permitindo que ele busque o retorno à corporação.

Em declarações, Vargas enfatizou que a perspectiva de retornar à Assembleia Legislativa ou exercer o cargo de deputado não está em sua mente. Ele reiterou que seu objetivo prioritário é voltar a atuar na Polícia Civil do estado de Mato Grosso do Sul, afirmando: "Quero trabalhar na Polícia Civil, quero voltar a ser investigador".

O ex-vereador ressaltou que a decisão judicial representa um marco após um longo período de seis anos, caracterizado por desafios e lutas. "A justiça foi feita, a justiça aconteceu. Foram anos de lutas, muitas perseguições", declarou, evidenciando a importância do resultado para sua carreira.

A inelegibilidade de Vargas ocorreu em decorrência da implicação na Lei da Ficha Limpa, que se tornou um obstáculo significativo em sua trajetória política. Contudo, com a anulação da demissão, o advogado de Vargas apontou que esse seria o principal impedimento jurídico que gerava a inelegibilidade, permitindo que ele recupere, teoricamente, seus direitos políticos.

Nas Eleições de 2022, Tiago Vargas obteve 18.288 votos para deputado estadual, mas a condição de inelegibilidade o excluiu da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Recentemente, a Justiça Eleitoral revisou a contagem de votos, resultando na saída de Neno Razuk (PL) da Assembleia e na diplomação de João Cesar MattoGrosso, que ocorrerá nesta sexta-feira (22).

No dia 19, o desembargador relator, Marcelo Câmara Rasslan, votou a favor do recurso apresentado por Vargas, sendo aprovado por unanimidade pela 1ª Câmara Cível. O relator também defendeu o restabelecimento dos direitos funcionais de Vargas, embora tenha mencionado a possibilidade de a Administração instaurar novas investigações sobre as irregularidades no PAD.

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