O testamento de Anita Harley, herdeira das Casas Pernambucanas, foi invalidado pela Justiça após uma série de disputas envolvendo a herança. Diferente de um testamento tradicional, o documento assinado por Anita define diretrizes sobre quem poderia tomar decisões no nome dela em situações de incapacidade.
O testamento vital coloca Cristine Alvares Rodrigues como figura central na gestão da vida da empresária, inclusive com autoridade para intermediar decisões médicas e restringir o acesso de familiares. No entanto, a Justiça considerou que o documento não refletia de forma incontestável a vontade da empresária, especialmente após a alegação de Sônia, conhecida como Suzuki, ter uma união estável com ela.
A disputa pelo reconhecimento de um filho socioafetivo, Arthur, filho biológico de Suzuki, também dificultou os trâmites do processo. Devido aos conflitos e à ausência de herdeiros diretos, a Justiça anulou documentos iniciais e nomeou uma curadora legal para administrar os interesses de Anita.
