Um forte terremoto de magnitude 8.8, originado na Península de Kamchatka, Rússia, desencadeou um tsunami que se propagou pelo Oceano Pacífico, atingindo áreas do Extremo Oriente Russo, Japão e outras regiões insulares. O tremor ocorreu na manhã de quarta-feira (horário local), noite de terça-feira no Brasil.
Embora os impactos mais severos tenham sido registrados no Extremo Oriente Russo, alertas e efeitos menores se estenderam a países da América do Norte, América Central e América do Sul. Até o momento, não há relatos de vítimas fatais.
Diversos países emitiram alertas de tsunami, incluindo Rússia, Japão, Estados Unidos, México, Guatemala, Equador, Peru, Chile e Costa Rica. As medidas de segurança adotadas variaram, desde evacuações em massa e suspensão de atividades marítimas, até recomendações para que a população se afastasse das áreas costeiras.
As ondas do tsunami alcançaram a Rússia, o norte do Japão, partes da costa oeste da América do Norte, o Pacífico Central e, em menor escala, a América do Sul. Na Rússia, ondas de 3 a 5 metros atingiram a Península de Kamchatka e as Ilhas Curilas. Em Severo-Kurilsk, portos foram inundados e embarcações destruídas. Em Yelizovo, instalações de processamento de pescado e um jardim de infância foram danificados. Mais de 2 mil moradores foram evacuados, e há relatos de feridos leves.
No Japão, o tsunami chegou a cidades costeiras da ilha de Hokkaido, com ondas de até 1,3 metro. Aproximadamente 1,9 milhão de pessoas receberam ordens de evacuação em 21 prefeituras costeiras. O governo mantém vigilância ao longo da costa do Pacífico, de Hokkaido até Kyushu.
No Havaí (EUA), ondas de 1 a 1,2 metro atingiram praias durante a madrugada. O governador declarou estado de emergência, voos foram cancelados em Maui e moradores próximos à costa foram retirados. A costa oeste dos Estados Unidos (Alasca, Oregon, Washington e Califórnia) registrou aumento do nível do mar e manteve alertas de tsunami. Canadá e México também tomaram medidas preventivas.
Guam, a Micronésia e outras ilhas do Pacífico emitiram alertas e recomendaram evacuações preventivas. Na América do Sul, Chile e Equador receberam alertas de ondas de até 3 metros, inclusive nas Ilhas Galápagos. Na Costa Rica e em outros países da América Central, recomendações de evacuação foram emitidas, embora os efeitos tenham sido mais brandos.