A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta quinta-feira (5) que pretende se reunir com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para discutir a eleição que definirá o comando do Senado a partir de fevereiro de 2027. A parlamentar também evitou antecipar se desistiria de sua candidatura para apoiar Rogério Marinho (PL-RN), caso Bolsonaro faça esse pedido.
As declarações ocorreram durante um jantar de gala da Câmara de Comércio França-Brasil, no hotel Rosewood, em São Paulo, quando Tereza Cristina recebeu o Prêmio Personalidade do Ano 2026. Segundo ela, já havia solicitado uma visita a Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília, e o encontro servirá para apresentar sua avaliação sobre a disputa e as articulações políticas.
Questionada sobre a possibilidade de Bolsonaro pedir que retire sua candidatura em favor de Marinho, a senadora não deu uma resposta definitiva. Ela afirmou que os dois parlamentares conversam desde o início das articulações e compartilham o objetivo de conquistar a presidência da Casa. "Eu não sei se o presidente me pediria isso, mas é claro que eu e o Rogério Marinho temos conversado desde o início", declarou. Tereza acrescentou que não pretende disputar diretamente contra Marinho e que a definição sobre qual dos dois representará a oposição deverá ocorrer mais perto da votação.
Tereza Cristina e Rogério Marinho articulam candidaturas para enfrentar o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição. Marinho, líder da oposição na Casa, teve sua candidatura oficializada pelo PL na quarta-feira (4) e trabalha para reunir apoio de partidos de direita, enquanto Alcolumbre conta com o respaldo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar das conversas sobre uma candidatura única da oposição, os dois ainda não definiram quem poderá abrir mão da disputa.
A eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027. Os 81 senadores participarão da votação secreta, e o candidato vencedor precisará obter pelo menos 41 votos. Enquanto isso, os advogados de Jair Bolsonaro solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o ex-presidente receba Tereza Cristina e Rogério Marinho na residência onde cumpre prisão domiciliar, em Brasília.