A descoberta de uma bomba não detonada na fronteira com o Equador aumentou as tensões entre Colômbia e Equador. O presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou que a bomba foi lançada de um avião vindo do território equatoriano e pediu uma investigação sobre o ocorrido.
O presidente equatoriano, Daniel Noboa, negou as acusações de Petro, ressaltando que as operações contra o crime organizado em seu país ocorreram em território equatoriano. Noboa também criticou a Colômbia, afirmando que abriga familiares de narcotraficantes e ex-candidatos a cargos políticos.
O embate verbal entre os líderes não se limitou às acusações, com Petro mencionando que bombardeios na fronteira resultaram em 27 corpos carbonizados, questionando a credibilidade das declarações de Noboa. Esse episódio ocorre em um contexto de relações deterioradas, marcadas por uma guerra comercial iniciada em janeiro.
Desde fevereiro, o Equador impôs taxas sobre produtos colombianos, levando a Colômbia a responder com tarifas e a suspensão do fornecimento de eletricidade. Recentemente, o Equador e os EUA formalizaram um acordo para a abertura do primeiro escritório do FBI no país, visando combater o crime organizado.
