As horas que antecedem o fim do prazo dado pelo presidente Donald Trump ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz são marcadas por alta tensão entre EUA, Israel e Teerã. Trump afirmou que uma "civilização inteira morrerá" caso não haja acordo para liberar a rota do petróleo, autorizando bombardeios a usinas e pontes iranianas, com Israel já atacando alvos estratégicos.
A imprensa iraniana mostrou imagens de civis formando uma "corrente humana" para proteger uma usina em Tabriz, com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmando que mais de 14 milhões de pessoas se inscreveram para "sacrificar suas vidas" pelo país. Enquanto isso, os EUA lançaram mais de 90 ataques direcionados a alvos militares na Ilha de Kharg, e o Irã retaliou com ataques a países vizinhos.
Na véspera do ultimato, a Casa Branca confirmou que Trump recebeu uma proposta de cessar-fogo de duas semanas, mediada pelo Paquistão, para permitir a continuidade das negociações. O presidente prometeu uma resposta, mas não se manifestou até o momento.
Fontes indicam que as negociações estão em uma fase decisiva, com a expectativa de um acordo em breve, após contatos de alto nível liderados pelo chefe do Exército paquistanês. A tensão permanece alta enquanto os países do Oriente Médio orientam suas populações a se prepararem para possíveis ataques.