A recente taxação de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos às exportações brasileiras, com início previsto para 1º de agosto, gerou forte reação no cenário político nacional. O deputado federal Geraldo Resende (PSDB) classificou a medida como “arbitrária” e carregada de “viés político-ideológico”. O anúncio, feito pelo governo norte-americano, surpreendeu as autoridades brasileiras.
Em nota, o deputado expressou preocupação com o impacto da medida nas relações bilaterais, ressaltando que “O Brasil sempre buscou o diálogo, comércio livre e o desenvolvimento junto com os Estados Unidos, que historicamente são um dos nossos maiores parceiros internacionais”. Ele alertou para as consequências negativas na economia brasileira, incluindo a elevação do câmbio e o aumento da cadeia produtiva, afetando a competitividade das exportações, principalmente nos setores do agronegócio e da indústria. Resende manifestou confiança na atuação da diplomacia brasileira para reverter a decisão.
O presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) também se manifestou, contestando as justificativas apresentadas pelo governo americano sobre um suposto déficit nas relações comerciais. “É falsa a informação, no caso da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, sobre o alegado déficit norte-americano,” afirmou Lula, destacando que estatísticas do próprio governo dos EUA comprovam um superávit em favor do país. O Planalto informou que qualquer medida unilateral de elevação de tarifas será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica.
A tensão entre os dois países ocorre após críticas feitas pelo governo dos EUA à atuação do judiciário brasileiro em relação às investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), direcionadas ao ministro do STF, Alexandre de Morais. Lula reforçou a soberania brasileira e a independência de suas instituições. “O Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém”, declarou.
