Taxa de desemprego aumenta, mas rendimento mensal do trabalhador alcança R$3.679

A taxa de desocupação foi a 5,8% no trimestre até fevereiro, enquanto o rendimento mensal real atingiu o maior valor da série histórica. [...]
Foto: Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A taxa de desocupação no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, um aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Este é o menor índice para trimestres finalizados em fevereiro desde 2012, comparado aos 6,8% do mesmo período do ano passado. O país contava com 6,2 milhões de pessoas em busca de trabalho, 600 mil a mais que no trimestre anterior.

A redução de vagas foi observada especialmente nos setores de educação, saúde e construção, com a coordenadora da pesquisa apontando que o início do ano é marcado pelo encerramento de contratos temporários. Apesar do aumento da taxa de desocupação, o rendimento médio mensal real alcançou R$ 3.679, um crescimento de 2% em relação ao trimestre anterior e de 5,2% em comparação com o mesmo período de 2025.

O número de empregados com carteira assinada no setor privado se manteve em 39,2 milhões, enquanto os trabalhadores por conta própria totalizaram 26,1 milhões, com uma alta de 3,2% em relação ao ano anterior. A informalidade, no entanto, atingiu 37,5% dos ocupados, totalizando 38,3 milhões de trabalhadores sem direitos trabalhistas.

A pesquisa, que considera pessoas a partir de 14 anos, classifica como desocupado aqueles que procuraram emprego nos 30 dias anteriores à entrevista. A série histórica da pesquisa mostra que a maior taxa de desocupação foi de 14,9%, registrada durante a pandemia, enquanto a menor foi de 5,1% no quarto trimestre de 2025.

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