Suspensão de sessão no STF se repete em meio a tensões entre ministros

A sessão do plenário do STF agendada para esta quinta-feira (17) foi cancelada pelo presidente Edson Fachin, marcando a terceira interrupção desde a semana passada, [...]

O Supremo Tribunal Federal (STF) cancelou a sessão presencial do plenário que estava programada para a tarde desta quinta-feira (17). A decisão foi tomada pelo presidente Edson Fachin, refletindo a crise interna e as crescentes divergências entre os ministros da Corte, que têm se intensificado após recentes desentendimentos e desacordos regimentais.

Este é o terceiro cancelamento de sessão promovido por Fachin desde a semana passada. As tensões começaram a aumentar no início do mês, em decorrência do caso envolvendo o Banco Master, que gerou um embate entre os integrantes da Corte.

Na manhã desta quinta, o ministro Gilmar Mendes utilizou as redes sociais para criticar a atuação de André Mendonça na condução do caso do Banco Master. Mendes acusou seu colega de buscar um lucro político em meio à situação, afirmando que a intenção de se beneficiar ficou evidente quando Mendonça postou um vídeo nas redes sociais para agradecer o apoio popular, questionando a legitimidade desse apoio.

Mendonça respondeu às críticas, alegando que Gilmar Mendes tenta constrangê-lo e que nunca ameaçou ninguém com execuções públicas ou utilizou linguagem imprópria durante os julgamentos. Ele ainda defendeu que não transformou o plenário em um ambiente de palanque político, refutando as acusações feitas por Mendes.

O conflito teve início com a decisão de Mendonça de retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal, que continha informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do banco. No documento, foram encontradas mensagens que Vorcaro teria enviado a Alexandre de Moraes, além de dados sobre a sua interação com o ministro.

Em resposta a essa ação, Moraes apresentou um relatório de inteligência da Polícia Federal que questionava a maneira como Mendonça conduziu as investigações, solicitando que o colega fosse investigado por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

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