Suspeitos de assassinato de idoso seguem detidos após audiência em Campo Grande

Dois homens foram presos preventivamente após o assassinato de Antônio Ormondes Pereira, encontrado morto em um saco. A motivação do crime está ligada a uma [...]

Dois homens, de 50 e 55 anos, foram alvos de um mandado de prisão preventiva decretado no último sábado (27) em Campo Grande, em decorrência do assassinato de Antônio Ormondes Pereira. O idoso, de 72 anos, estava desaparecido desde o dia 19 deste mês e foi encontrado morto na manhã do dia 24, em um saco, no Assentamento Conquista, localizado às margens da MS-080, a cerca de 30 km da capital.

A investigação aponta que a motivação do crime pode ter sido uma discussão trivial que ocorreu após o consumo de bebidas alcoólicas. Os suspeitos foram detidos pela Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na quinta-feira (25) e, após audiência de custódia realizada no Fórum Heitor Medeiros, a Justiça decidiu pela manutenção da prisão. Durante a audiência, o Poder Judiciário ressaltou a gravidade dos fatos e o risco de que a liberação dos suspeitos interferisse nas investigações.

A apuração dos homicídios revelou que havia uma disputa por gado entre os envolvidos. Um dos comparsas confessou que foi convidado para participar do assassinato de Antônio cerca de duas semanas antes do crime, mas optou por recusar a proposta. Além disso, ele relatou que o autor do homicídio e outros homens estavam interessados em se apropriar do gado do idoso. Essa nova linha de investigação sobre o suposto mandante do crime será acompanhada pelas autoridades.

Durante os interrogatórios, um dos detidos alegou que Antônio o agrediu um dia antes do assassinato, o que pode ter contribuído para a decisão de cometer o crime. O autor ainda admitiu ter ajudado a colocar o corpo da vítima no saco utilizado para ocultar o cadáver. O celular de Antônio, que estava em posse de um dos suspeitos desde o crime, foi encontrado em um local indicado por ele durante a investigação.

Amigos e conhecidos de Antônio expressam sua indignação diante da brutalidade do crime. Um amigo, que conhecia o idoso desde que ele morava em um assentamento na região de Jaraguari, lamentou que a última lembrança que têm dele seja a imagem do corpo encontrado em um saco. Ele descreveu Antônio como uma pessoa simples, que vivia de maneira anônima e sem preocupações com bens materiais, ressaltando que o idoso tinha uma vida cheia de sonhos e histórias para contar.

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