Sete Quedas (MS) Confirma Primeiro Foco de Ferrugem Asiática em Lavoura Comercial

Sete Quedas (MS) registra o primeiro foco de ferrugem asiática em lavoura comercial de soja da safra, um alerta para produtores devido ao alto potencial [...]

Doença é identificada em lavoura de soja no estádio R5, alertando produtores para o risco de perdas de até 90% na produção.

Sete Quedas (MS) registra o primeiro foco de ferrugem asiática em lavoura comercial de soja da safra, um alerta para produtores devido ao alto potencial de prejuízo.

Sete Quedas, município localizado na Região Sudoeste de Mato Grosso do Sul, registrou o primeiro foco de ferrugem asiática em lavoura comercial de soja na última semana. A doença, que representa uma das maiores ameaças à cultura da soja, pode ocasionar prejuízos de até 90% na área plantada em casos avançados, conforme alertado pelo Consórcio Antiferrugem, mantido pela Embrapa e parceiros.

A confirmação da doença, realizada pela Fundação MS, ocorreu em uma lavoura plantada na segunda quinzena de setembro, que se encontra no estádio fenológico R5, marcado pelo início do enchimento dos grãos. Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja/MS, ressaltou que “condições climáticas como calor excessivo e alta umidade favorecem o aumento da população infestante e intensificam a disseminação de esporos fúngicos, que ocorre principalmente pelo vento, contribuindo para o surgimento de novos focos”.

A ferrugem asiática, provocada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, manifesta-se inicialmente com pequenas lesões marrom-avermelhadas na face inferior das folhas. Com a progressão da infecção, essas lesões evoluem para pontos escurecidos, resultando na redução da área fotossinteticamente ativa, necrose e desfolha antecipada. A agressividade da doença exige atenção redobrada dos produtores para evitar perdas severas na produtividade.

Estratégias de Manejo e Controle

O controle eficaz da ferrugem asiática demanda um manejo integrado e contínuo. As estratégias incluem o cumprimento rigoroso do vazio sanitário, período sem plantas vivas de soja para quebrar o ciclo do fungo, e a calendarização da semeadura dentro da janela indicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, utilizando cultivares precoces.

O monitoramento constante das áreas é crucial para a identificação precoce dos sintomas, desde a emergência da planta até a floração, permitindo a intervenção assertiva com fungicidas específicos, como triazóis e estrobilurinas, quando necessário.

No cenário nacional deste ano, já foram confirmados oito focos da doença, sendo seis no Paraná e um em São Paulo, além da recente ocorrência em Mato Grosso do Sul. Na safra anterior, 2024/2025, Mato Grosso do Sul contabilizou 12 ocorrências, posicionando-se como o terceiro estado com maior número de notificações, atrás do Paraná (66 casos) e do Rio Grande do Sul (25 casos).

O Brasil somou um total de 124 ocorrências naquela safra.

A vigilância constante e a adoção de práticas de manejo preventivas e corretivas são fundamentais para mitigar os impactos da ferrugem asiática, protegendo a produtividade das lavouras de soja e a economia do agronegócio brasileiro.

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