Servidores de Tacuru admitem gravação de áudios com ameaças a indígenas à Polícia Federal

Em depoimento à PF, servidores afastados em Tacuru assumiram autoria das gravações, mas alegaram que as ameaças foram feitas sob efeito de álcool e 'da [...]

Dois servidores públicos de Tacuru afastados após a divulgação de áudios com ameaças a indígenas assumiram a autoria das gravações em depoimento à Polícia Federal. Segundo a corporação, eles negaram a intenção de colocar as ameaças em prática e afirmaram que tudo não passou de conversa influenciada por bebida alcoólica.

Os áudios vieram a público depois do resultado do segundo turno das eleições. Em um dos trechos, um dos servidores critica a ajuda prestada aos indígenas e os chama de "demônio". Em outra passagem, ele se refere aos indígenas como "praga" e sugere que a água da comunidade deveria ser envenenada. A prefeitura de Tacuru afastou os dois para apurar o caso.

À Polícia Federal, os servidores disseram que gravaram os áudios, mas não pretendiam concretizar as ameaças. Conforme a corporação, eles classificaram as falas como "besteira" e "palavra mal colocada", atribuindo o conteúdo ao consumo de álcool. As declarações foram reproduzidas pelo UOL.

Neste sábado (31), em Dourados, a comitiva interministerial do Governo Federal que investiga violência contra os Povos Indígenas informou que quatro dos dez casos identificados no país são de Mato Grosso do Sul. Entre as ocorrências no Estado, apenas a ameaça de envenenamento da água em Tacuru está em estágio avançado de investigação. De acordo com o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, os demais episódios ainda passam por averiguação preliminar e não podem ser classificados, por enquanto, como violência política.

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