Seis indígenas são detidos por invasão em fazenda no MS e podem enfrentar múltiplas acusações

Um grupo de seis indígenas foi detido após invadir a Fazenda Limoeiro, em Amambai, e pode ser indiciado por quatro delitos, incluindo roubo qualificado e [...]
Veículos foram alvo do grupo. (Foto: Fala Povo, Midiamax)

No último sábado (25), um grupo de indígenas foi preso durante uma invasão à Fazenda Limoeiro, localizada no município de Amambai, em Mato Grosso do Sul. A Polícia Militar de MS (PMMS) inicialmente anunciou a detenção de três suspeitos, mas o número aumentou para seis no dia seguinte, 26.

Os detidos podem ser indiciados por múltiplos crimes, entre os quais se destacam a ocupação irregular de propriedade, roubo qualificado que envolve violência ou ameaça utilizando arma, danos ao patrimônio privado e formação de um grupo voltado à prática de violência. Esses delitos refletem a gravidade da ação dos envolvidos.

A invasão ocorreu por volta das 23h de sábado, quando cerca de 20 indígenas forçaram uma família a deixar a casa sede da fazenda. Durante a ocupação, os invasores causaram significativos danos à estrutura e mobiliário do imóvel, além de tentativas de destruição de veículos e maquinários pertencentes à propriedade.

A situação se agravou com a obstrução da rodovia MS-156, que leva à fazenda e à aldeia, onde três indivíduos foram flagrados utilizando placas arrancadas e pedaços de madeira para impedir o fluxo normal de veículos. Isso gera preocupações adicionais sobre a segurança dos motoristas que transitam pela região.

Objetos como eletrônicos e joias foram encontrados fora da propriedade, organizados e embalados para transporte, evidenciando a intenção de levar os bens furtados. A Polícia Civil de MS (PCMS) está agora conduzindo a investigação para identificar todos os envolvidos nesse incidente, que pode ter repercussões significativas para a comunidade local e para os direitos de propriedade na região.

As ações da polícia visam não apenas à responsabilização dos indivíduos envolvidos, mas também à prevenção de novos conflitos em uma área já marcada por tensões entre grupos indígenas e proprietários de terras.

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