A Santa Casa de Campo Grande confirmou um novo atraso no pagamento de salários dos funcionários, conforme comunicado da Diretoria Financeira enviado aos trabalhadores nesta terça-feira (7). Essa situação se assemelha ao que ocorreu no mês de junho e é atribuída a sucessivos atrasos nos repasses financeiros do Estado, do Município e do Governo Federal. A mensagem da instituição enfatiza que está em constante diálogo com as autoridades competentes para resolver a pendência o mais rapidamente possível.
Desde o mês de dezembro, os atrasos têm se tornado uma rotina preocupante para os colaboradores. Uma funcionária, que preferiu não se identificar, expressou sua frustração: "Será que realmente não foi efetuado o repasse? Parece que apenas quando a Santa Casa é mencionada na mídia que os funcionários são pagos. Não observamos essa situação em outros hospitais. Isso é complicado".
Diante desse cenário, o Sindicato dos Trabalhadores em Enfermagem de Mato Grosso do Sul (SIEMS) enviou um ofício à presidência da Santa Casa. No documento, o sindicato ressalta que problemas de fluxo de caixa ou impasses burocráticos não devem ser repassados aos profissionais de saúde. Segundo Lázaro Santana, presidente do SIEMS, espera-se que os salários sejam creditados na conta dos funcionários até o final do dia, e caso contrário, o grupo está preparado para protestar em frente à Santa Casa já nesta quarta-feira (8).
Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa, Diretor de Finanças Adjunto da Santa Casa, declarou que os pagamentos dependem dos repasses das esferas federal, estadual e municipal. Ele afirmou: "Acreditamos que o bem-estar e a valorização de nossa equipe são prioridades absolutas da instituição. Estamos em comunicação com as autoridades para acelerar a liberação dos recursos e garantir a regularização dos pagamentos o mais breve possível".
A Prefeitura de Campo Grande também se manifestou, informando que a assistência hospitalar da Santa Casa recebe recursos das três esferas do governo. Neste momento, aguarda o repasse dos valores das esferas estadual e federal para completar os recursos necessários. O órgão continua monitorando a situação, mantendo o diálogo com as partes envolvidas para assegurar a continuidade da assistência à população.
O Ministério da Saúde foi contatado para se manifestar sobre a situação, no entanto, até o fechamento desta matéria não houve retorno. O espaço continua disponível para futuras declarações.