Santa Casa de Campo Grande alerta sobre risco de colapso

A Santa Casa de Campo Grande emitiu um alerta sobre o risco de comprometimento dos atendimentos e busca soluções com autoridades para a continuidade dos [...]

Hospital busca diálogo com o poder público para evitar a interrupção dos serviços de saúde

A Santa Casa de Campo Grande emitiu um alerta sobre o risco de comprometimento dos atendimentos e busca soluções com autoridades para a continuidade dos serviços do SUS.

Em Campo Grande, a Santa Casa emitiu um alerta nesta quinta-feira (9) sobre o risco de colapso nos atendimentos à população. A instituição busca uma solução imediata das autoridades públicas para garantir a continuidade dos serviços prestados ao SUS. A direção solicitou audiências com a prefeita e o governador para discutir a situação.

A instituição, que atua há mais de 100 anos, enfrenta uma grave crise financeira. Desde agosto de 2023, os contratos com o SUS têm sido prorrogados sem reajuste, gerando um desequilíbrio financeiro diante do aumento dos custos operacionais, como insumos, medicamentos e folha de pagamento. A Santa Casa afirma que não tem recebido valores de ações judiciais contra ex-gestores da saúde, recursos já reconhecidos pela Justiça. Essa ausência de receitas, aliada ao aumento das despesas, tem levado o hospital a acumular dívidas com fornecedores e prestadores de serviços.

De acordo com a direção, o cenário ameaça a manutenção de atendimentos essenciais e coloca em risco a continuidade dos serviços prestados à população de Campo Grande e de outros municípios do Estado. A instituição reforçou que é necessário debater não apenas a renovação contratual com o SUS, mas também a criação de medidas estruturantes para resolver o passivo financeiro acumulado ao longo dos anos. O hospital é o maior prestador de serviços hospitalares ao SUS em Mato Grosso do Sul, sendo responsável por atendimentos de alta complexidade e por grande parte das internações de urgência e emergência na Capital. Sem a regularização financeira e contratual, a instituição afirma que não terá condições de manter o atual nível de atendimento nos próximos meses.

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