Ministros do Turismo e do Esporte contrariam União Brasil e Progressistas, respectivamente, ao optarem por permanecer na gestão federal.
Celso Sabino e André Fufuca ignoraram as decisões de União Brasil e Progressistas ao permanecerem no governo Lula, gerando tensões e possíveis sanções.
Os ministros Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte) anunciaram sua permanência no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (8/10), desafiando as decisões de seus partidos, União Brasil e Progressistas, respectivamente. A atitude gerou tensões e possíveis sanções.
Sabino enfrentou resistência do União Brasil ao declarar que continuaria no governo, contando com a confiança do presidente Lula e o apoio de parte da bancada. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também do União Brasil, criticou a decisão, questionando como o ministro pretende manter “regalias” em um partido que faz oposição ao governo. A executiva do partido já havia deliberado sobre o assunto e estipulado prazos, incluindo a possibilidade de expulsão.
Por sua vez, o Progressistas anunciou o afastamento de Fufuca de todas as decisões partidárias e da vice-presidência nacional, além de uma intervenção no diretório do Maranhão, retirando o ministro do comando da legenda no estado. O União Brasil havia anunciado o desembarque do governo em 2 de setembro, juntamente com o Partido Progressista (PP). Desde então, tanto Sabino quanto Fufuca buscavam uma forma de conciliar suas posições, equilibrando a lealdade a Lula e as pressões de suas legendas. O partido de Sabino chegou a realizar uma reunião para definir o futuro do ministro, mas ainda não oficializou nenhuma expulsão.