A piscina da academia é um local frequentado por muitos alunos em Campo Grande, especialmente no calor, mas o uso incorreto de produtos químicos para limpeza pode trazer sérios riscos à saúde. Cheiro forte, ardência nos olhos e água turva são indícios de problemas que podem ocorrer devido à mistura errada de produtos, gerando gás tóxico e queimaduras.
Renan Alves, piscineiro, explica que os principais produtos utilizados no tratamento da água incluem cloro, redutor de pH e clarificante. O manuseio desses produtos exige conhecimento técnico, e erros são comuns em academias, muitas vezes resultantes da tentativa de economizar na contratação de profissionais qualificados.
Outro erro frequente é a falta de interdição da piscina durante o tratamento químico. Renan destaca a importância da “supercloração”, que é a aplicação de uma dose maior de cloro para eliminar impurezas, e que a piscina deve ser interditada no dia do tratamento.
Os frequentadores devem estar atentos a sinais de problemas, como ardência nos olhos e desconforto respiratório. É fundamental sair da piscina e comunicar a administração ao perceber qualquer desconforto. O cheiro forte de cloro nem sempre indica excesso, podendo ser resultado da formação de cloramina, que ocorre quando há falta de cloro adequado na água.
