Réu Silencia em Audiência Sobre Morte da Mãe

Diego Pires de Souza, 37 anos, acusado de matar sua mãe, Mariza Pires, em 27 de dezembro de 2024, permaneceu em silêncio durante a primeira [...]

Diego Pires de Souza, 37 anos, acusado de matar sua mãe, Mariza Pires, em 27 de dezembro de 2024, permaneceu em silêncio durante a primeira audiência do caso na 2ª Vara do Tribunal do Júri. O silêncio do réu causou angústia nos quatro irmãos presentes, que buscavam respostas sobre o motivo do crime ocorrido no Parque Residencial União.

Na audiência, foram ouvidos dois policiais militares e três testemunhas. Alfredo Gomes Neto, irmão de Diego, relatou que esta foi a primeira vez que os irmãos viram o acusado desde o crime. Segundo ele, todos escreveram cartas para Diego, questionando as razões por trás do ato.

Testemunho e Investigação

Uma testemunha, um técnico em telecomunicações, afirmou ter visto Diego carregando uma pá nas proximidades do local do crime. O técnico relatou que, após ver as notícias sobre a morte de Mariza, informou a Alfredo sobre o que havia presenciado. A pá, que se acredita ter sido usada no crime, foi encontrada a duas quadras do local, jogada em um matagal.

Alfredo também mencionou que, no dia anterior ao crime, sua mãe parecia bem. Ele relatou que Diego chegou a insinuar que a morte de Mariza poderia ter sido um acidente, mas os bombeiros constataram sinais de agressão.

A relação entre Diego e Mariza era descrita como conturbada, marcada por discussões frequentes. “Ele agredia muito verbalmente, xingava, gritava, mas a gente não esperava que ele chegasse a esse ponto de agredir mesmo”, disse Alfredo.

Detalhes do Crime

A investigação da Deam (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher) aponta que Diego utilizou uma pá para matar Mariza Pires, de 66 anos. A delegada Analu Ferraz informou que uma pá com marcas de sangue foi encontrada próxima à residência da vítima. Imagens do local mostram o autor levando o objeto.

Embora Diego tenha optado por permanecer em silêncio durante o interrogatório, sua prisão em flagrante foi convertida em preventiva. A delegada Analu Ferraz afirmou que as autoridades estão reunindo elementos para que ele seja denunciado e responda por feminicídio.

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