A recente restrição imposta pelo regime de Vladimir Putin ao aplicativo Telegram gerou uma série de críticas de militares, blogueiros e parlamentares na Rússia. Eles alertam sobre os impactos diretos na comunicação das tropas envolvidas na invasão à Ucrânia e os riscos à segurança interna do país.
Relatos da imprensa estatal indicam que a lentidão e limitações do aplicativo provocaram manifestações na Duma, onde o deputado Sergei Mironov, líder do partido Rússia Justa, criticou a medida. Mironov destacou a importância do Telegram como meio de comunicação para os soldados e suas famílias, chamando a atenção para a gravidade da situação no front.
O partido Rússia Justa, junto com o Partido Comunista da Federação Russa, apresentou uma moção para investigar as restrições ao Telegram, mas a proposta foi rejeitada pelo partido governista, Rússia Unida. Mironov também solicitou ao Conselho de Segurança da Rússia que reavalie essas restrições, enfatizando a reação negativa da sociedade e os possíveis danos à segurança dos cidadãos.
O canal de Telegram Dva Maiora sugeriu que os responsáveis pelas restrições fossem enviados à linha de frente para entender as comunicações em combate. Além disso, o jornalista Alexander Sladkov mencionou que o Exército russo sofreu um “golpe duplo” com as recentes restrições. As críticas ocorrem em um contexto em que o WhatsApp também enfrenta tentativas de bloqueio na Rússia, enquanto o aplicativo russo MAX é promovido como uma alternativa controlada pelo Kremlin.