Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo de governador do Rio de Janeiro, decisão que visa evitar uma possível cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A renúncia também permitirá a convocação de uma eleição indireta para um mandato-tampão, onde os deputados estaduais escolherão um novo governador até a posse do vencedor das eleições de outubro.
Interinamente, o governo do estado será comandado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, que terá a responsabilidade de convocar a eleição para o mandato-tampão em até 48 horas. Castro, que havia sido indicado como pré-candidato ao Senado, foi surpreendido pelo avanço do processo no TSE, que pode resultar em sua inelegibilidade.
A decisão de renunciar foi tomada após consultas a aliados, que avaliaram que a saída antecipada poderia gerar melhores efeitos políticos e evitar o constrangimento de uma possível saída forçada por decisão judicial. O julgamento contra Castro, que inclui acusações de abuso de poder político, já registrou dois votos favoráveis à cassação e inelegibilidade.
Castro assumiu o governo em 2020, após o afastamento de Wilson Witzel, e se reelegeu em 2022. Seu governo foi marcado por operações policiais letais e críticas de especialistas e moradores, incluindo uma operação que resultou em 121 mortes em outubro de 2025.
