O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) publicou um relatório sobre a investigação comercial em andamento contra o Brasil, citando práticas desleais entre os países. O documento menciona que as cobranças sobre importações são consideradas altas, abrangendo setores como automóveis, eletrônicos e vestuário. Além disso, as tarifas brasileiras são frequentemente superiores às aplicadas, criando incerteza para os exportadores dos EUA.
O relatório aponta que a falta de previsibilidade nas taxas tarifárias dificulta a capacidade dos exportadores americanos em calcular os custos de operação no Brasil. Em relação ao método de pagamento instantâneo Pix, o USTR classifica a atuação do Banco Central brasileiro como um obstáculo, uma vez que o órgão detém, opera e regula o sistema de pagamentos, dando tratamento preferencial ao Pix.
A pirataria também foi objeto de críticas, com destaque para a Rua 25 de março, em São Paulo, famosa pela venda de produtos falsificados. O Brasil segue na Lista de Observação do Relatório Especial 301 de 2025, apesar de alguns avanços no combate à pirataria online. O relatório ressalta que os desafios de fiscalização persistem, com a ausência de penalidades adequadas e altos níveis de falsificação em mercados físicos.
Além do Brasil, o relatório menciona outros países e foi anunciado que uma nova investigação contra o Brasil e outras nações foi aberta em 13 de março.