Quase 50% dos municípios brasileiros em alerta devido ao Aedes aegypti

Dados do Ministério da Saúde revelam que 49,2% dos municípios estão em situação de alerta ou risco para o mosquito Aedes aegypti, responsável por doenças [...]
Mão segurando pote com água parada e larvas de mosquito.
Cuidado com a água parada! Pequenos recipientes podem se tornar criadouros do mosquito da dengue.

O Ministério da Saúde divulgou os resultados do 2º ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), que revelou que 49,2% dos 3.732 municípios que reportaram dados estão em alerta ou risco pela presença do mosquito transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika. O levantamento foi realizado entre os meses de maio e agosto de 2026.

Os criadouros do mosquito estão majoritariamente localizados em recipientes comuns no cotidiano das pessoas. Vasos e pratos de plantas, garrafas e outros objetos que acumulam água representam 42,3% dos focos identificados. Em seguida, os reservatórios de água, como caixas-d'água e tonéis, somam 26,1%, enquanto pneus e resíduos sólidos, como garrafas PET e latas, correspondem a 23% dos criadouros.

A análise dos dados também mostra variações regionais no tipo de criadouro encontrado. Na Região Norte, predominam pneus e resíduos sólidos, enquanto no Nordeste os recipientes para armazenamento de água são mais comuns. No Sudeste, Sul e Centro-Oeste, os criadouros mais frequentes são vasos e pratos de plantas, além de garrafas e outros recipientes que podem acumular água.

Para combater a proliferação do Aedes aegypti, os Agentes de Combate às Endemias (ACE) desempenham um papel crucial na identificação e tratamento de criadouros, além de orientar a população sobre medidas preventivas. Até o final deste ano, está prevista a formação de mais de 300 mil profissionais para atuar nessa área.

Entre as estratégias de controle adotadas, estão a Borrifação Residual Intradomiciliar em locais como escolas e unidades de saúde, o uso de Estações Disseminadoras de Larvicida e o método Wolbachia. O monitoramento da presença do Aedes aegypti também é realizado com ovitrampas, dispositivos que coletam ovos do mosquito, sendo essa estratégia implementada em aproximadamente 2 mil municípios, complementando as informações obtidas pelo LIRAa.

É fundamental que a população redobre os cuidados, tanto dentro como fora de casa, especialmente em períodos de maior risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti. A conscientização e a adoção de medidas preventivas são essenciais para minimizar os riscos associados às doenças transmitidas por esse vetor.

Com informações douradosnews.com.br

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