Partido quer evitar imposições da direção nacional e busca liberdade para apoiar Riedel.
O PSB de MS busca autonomia da direção nacional para definir alianças e apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).
O PSB (Partido Socialista Brasileiro) em Mato Grosso do Sul está buscando autonomia da diretoria nacional para definir suas alianças e a formação de chapas para as próximas eleições. A sigla no estado avalia dois caminhos principais: seguir o alinhamento nacional com a esquerda ou obter “neutralidade” de Brasília para, eventualmente, apoiar o governador Eduardo Riedel (PP), atual nome da direita em projeto de reeleição.
A principal preocupação da executiva estadual é a montagem de uma chapa robusta para deputado estadual, considerada crucial para a manutenção de quadros, como o deputado Paulo Duarte. Isso envolve alianças com partidos que possam agregar vantagens no processo eleitoral.
A definição é considerada urgente e depende de uma visita à liderança nacional do PSB.
Conforme o vereador e presidente do diretório municipal Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), o objetivo é buscar junto às lideranças em Brasília uma manifestação clara sobre “qual é a intenção do partido aqui”. Embora nacionalmente o PSB integre a base do governo federal, a direção local teme que decisões de Brasília forcem uma aliança com o PT.
Estratégias e Desafios
Carlão foi categórico ao afirmar que o PSB “jamais vai autorizar” aliança com o grupo de Bolsonaro. Contudo, o desafio central do PSB em Mato Grosso do Sul é a falta de uma chapa robusta para brigar pelas cadeiras da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) e da Câmara dos Deputados.
Para manter o deputado estadual Paulo Duarte na sigla, a aliança com Riedel é um dos fatores considerados.
A diretriz nacional do PSB é para que o partido tente lançar candidatos a governador, senador e deputado federal. Localmente, o projeto foca na montagem de chapas para deputado federal e estadual, com uma possível candidatura ao Senado.
O objetivo de disputar o Senado, mesmo sem garantia de vitória, é “polarizar o debate” e dar visibilidade a novos quadros.
A intenção da executiva local, presidida por Carlão, é realizar em breve um seminário para definir as estratégias assim que houver um “sinal de lá”, ou seja, da direção nacional comandada pelo prefeito de Recife, João Campos.
