Apenas 28 deputados federais foram eleitos com votos exclusivos dos eleitores na última disputa, o que equivale a cerca de 5,5% do total. Esse resultado evidencia o funcionamento do sistema proporcional atual, no qual os mandatos dependem da soma dos votos da legenda.
No modelo proporcional, o cálculo do quociente eleitoral define quantas cadeiras cada partido ou federação pode ocupar no estado. A partir disso, os candidatos mais votados dentro de cada sigla recebem as vagas, mesmo que não tenham alcançado maioria individual.
A proposta em discussão no Congresso Nacional busca substituir esse sistema pelo distrital, dividindo o estado em distritos menores. Em cada distrito, apenas o candidato mais votado seria eleito, tornando o mandato dependente exclusivamente dos votos pessoais.
A aprovação de tal mudança exigiria alteração na legislação eleitoral com pelo menos um ano de antecedência, conforme a Constituição. O debate já ocorreu em outras ocasiões, mas ainda não houve consenso entre defensores e críticos da proposta.