O Projeto de Lei 2.371/2021 foi aprovado pelo Senado e agora aguarda sanção presidencial. A proposta visa assegurar que a imunoterapia faça parte dos protocolos do Sistema Único de Saúde (SUS) quando se mostrar mais eficaz ou segura que os tratamentos convencionais.
A imunoterapia é considerada um dos principais avanços da oncologia nas últimas décadas, especialmente para casos de câncer metastático. Medicamentos imunoterápicos têm demonstrado resultados positivos, possibilitando respostas profundas e sustentadas em alguns pacientes.
O tratamento oncológico tradicional se baseia em cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Ao contrário da quimioterapia, que ataca células em rápida multiplicação, a imunoterapia estimula o sistema imunológico do paciente a reconhecer e combater o tumor. Essa abordagem se consolidou após evidências científicas comprovarem seu impacto na sobrevida dos pacientes.
Atualmente, o SUS indica a imunoterapia apenas para alguns tipos específicos de câncer, como melanoma cutâneo avançado e câncer de pulmão de não pequenas células. O tratamento pode ser utilizado isoladamente ou em combinação com outras terapias, dependendo do tipo e estágio do tumor.
