Na manhã desta sexta-feira (4), diversos professores da rede municipal de Sidrolândia realizaram um protesto em frente ao Paço Municipal, localizado na Rua São Paulo, 964, reivindicando uma maior valorização salarial. Com a paralisação das aulas, os educadores expressaram suas insatisfações e buscaram chamar a atenção para as questões que envolvem a Carreira e Remuneração do Magistério Municipal.
A presidente do Sindicato dos Profissionais da Educação Municipal de Sidrolândia (SIPREMS), Maristela Stefanello, detalhou que o principal foco da manifestação é a exigência da Revisão Geral Anual (RGA). Esta revisão visa ajustar o Piso Nacional de 40 horas à jornada de trabalho de 22 horas-aula aplicada no município. Maristela também destacou que, em fevereiro de 2026, foi implementado um reajuste de 5,4% para os docentes, correspondente ao índice de atualização do Piso Nacional do Magistério, mas a RGA ainda não foi concedida.
Desde abril deste ano, o sindicato participou de diversas reuniões com as Secretarias Municipais de Educação, Finanças e Administração, mas não houve avanços significativos. A justificativa apresentada pela administração municipal foi a falta de recursos financeiros suficientes para atender à demanda de reajuste. "Estamos insatisfeitos com a falta de resposta e a justificativa que nos é dada", afirmou a presidente do SIPREMS durante o protesto.
Outro ponto crítico levantado pelos professores diz respeito à proposta enviada à Câmara Municipal pelo prefeito Rodrigo Basso (PL), que propõe um projeto de lei que prejudica a categoria, com um corte de 1,63% nos salários dos professores. Essa ação contrastaria com as expectativas dos educadores em relação à valorização profissional da classe.
Maristela também expressou preocupação com a segurança jurídica dos profissionais, pois o prefeito ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) questionando dispositivos de duas leis complementares que garantem estabilidade e condições de trabalho da classe. Essas leis incluem a Lei Complementar Municipal nº 136/2019 e a Lei Complementar Municipal nº 110/2016, que estabelecem normas essenciais para o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do Magistério Municipal.
Para os representantes do SIPREMS, as mudanças propostas pelo governo impactam diretamente a jornada de trabalho e a remuneração dos professores, gerando insegurança sobre os direitos trabalhistas dos educadores. Assim, a manifestação desta sexta-feira visa não apenas reivindicar o reajuste salarial, mas também defender a política de valorização e a estabilidade profissional conquistada ao longo dos anos.