Prisão de Neno Razuk resulta de monitoramento conjunto entre Brasil e Bolívia

A prisão do ex-deputado Neno Razuk ocorreu após uma operação de monitoramento realizada pelo Gaeco e pela Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcoticos. Ele [...]

A prisão de Neno Razuk, ex-deputado estadual, aconteceu na noite de domingo (03) em Corumbá, após um monitoramento que envolveu a colaboração entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcoticos (FELCN) da Bolívia. A Polícia Federal (PF) destacou em nota que a coordenação entre as instituições permitiu um rápido compartilhamento de informações e ações necessárias para localizar o ex-parlamentar.

A PF enfatizou a importância da integração entre órgãos de persecução penal e forças policiais de diferentes países, que aumenta a eficácia na localização de foragidos e fortalece o intercâmbio de informações estratégicas. Essa colaboração é vista como essencial para a repressão ao Crime Organizado e para a segurança pública na região da fronteira entre Brasil e Bolívia.

Na manhã da segunda-feira (03), Neno Razuk foi submetido a um exame de corpo de delito no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) de Corumbá. A Polícia Federal agora se prepara para a transferência do ex-deputado para Campo Grande, onde será levado a um presídio.

O advogado Ricardo Souza Pereira, que representa Neno em processos judiciais, informou que está aguardando informações sobre a transferência do cliente para Campo Grande. Ele afirmou que permanece atento ao desenrolar do caso e que qualquer atualização será comunicada.

Neno Razuk é acusado de liderar uma organização criminosa relacionada ao jogo do bicho. Em dezembro de 2023, o Gaeco do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul deflagrou a Operação Successione, visando desmantelar uma rede que operava esse tipo de jogo em Campo Grande. A operação resultou na prisão de dez pessoas, incluindo o ex-deputado.

O pai de Neno, Roberto Razuk, encontra-se em prisão domiciliar, enquanto seus irmãos, Rafael e Jorge, estão presos. Roberto foi identificado pelo Gaeco como o antigo chefe do esquema de jogo do bicho na região sul do Estado, que, até a década de 1990, era liderado por Fahd Jamil, também mencionado em fases anteriores da Operação Successione.

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