A prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro pode ter um impacto direto nas eleições presidenciais brasileiras de 2026. Lula é aliado do venezuelano e isso pode se tornar um fardo eleitoral para a pretensão da reeleição do petista. A opinião pública também deverá cobrar uma posição oficial.
Lula recebeu Maduro no Palácio do Planalto com tapete vermelho e defendeu o ditador na imprensa, dizendo que a Venezuela tinha mais eleições do que o Brasil e que era, sim, uma democracia. Este antigo posicionamento do petista deverá prejudicá-lo mais para frente.
A advogada Fabiana Barroso não crê em grandes mudanças por parte da Justiça Eleitoral. Já o vereador Guilherme Kilter é mais otimista e enxerga que o ministro Alexandre de Moraes está mais acuado. A Venezuela é uma espécie de colcha de retalhos de pequenos grupos militares, paramilitares, que estão muitas vezes em tensão entre si.
A prisão de Maduro pode ter consequências imprevisíveis, e a situação na Venezuela está por um fio. A força de poder, principalmente militar, pode se romper devido à presença de grupos paramilitares atuantes.
