Prisão de ex-presidente do Rioprevidência é mantida pelo STJ em investigação da PF

O STJ decidiu manter a prisão de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, investigado por fraudes em investimentos no Banco Master. [...]
Deivis Marcon Antunes: novamente alvo da operação Barco de Papel, da PF — Foto:

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu pela manutenção da prisão preventiva de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência. Ele é investigado por suspeitas de fraudes relacionadas a investimentos do fundo previdenciário estadual no Banco Master. A decisão foi publicada em 19 de outubro e nega um recurso da defesa que pedia a sua libertação.

Deivis é um dos principais alvos da operação Barco de Papel, da Polícia Federal (PF), que investiga irregularidades nas aplicações financeiras do Rioprevidência. As investigações indicam que cerca de R$ 1 bilhão foram investidos no Banco Master entre novembro de 2023 e julho de 2024, sendo essas operações consideradas de alto risco e desprovidas de garantias do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A operação baseou-se em um relatório da Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência, que apontou falhas na gestão dos recursos. Deivis é suspeito de crimes como gestão fraudulenta, desvio de dinheiro e corrupção. Durante sua gestão, ao menos nove aplicações foram realizadas no banco, colocando em risco o pagamento de aposentadorias de cerca de 235 mil servidores do estado do Rio.

Deivis foi preso em 3 de fevereiro, ao retornar dos Estados Unidos, e a PF identificou tentativas de obstrução das investigações. Imagens de câmeras de segurança mostraram a retirada de documentos de um apartamento ligado a ele antes do cumprimento de mandados de busca. A decisão do STJ também menciona movimentações suspeitas e o apagamento de imagens de segurança, além da transferência de bens de alto valor.

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