A prisão do ex-príncipe Andrew, ocorrida na quinta-feira (19), desencadeou uma crise política e institucional no Reino Unido. Novas revelações de arquivos do Departamento de Justiça dos EUA sobre Jeffrey Epstein levaram a renúncias no governo de Keir Starmer e aumentaram a pressão sobre a monarquia britânica.
Andrew Mountbatten-Windsor foi detido por suspeita de má conduta em cargo público. A investigação foca em documentos que sugerem que ele pode ter compartilhado segredos de Estado com Epstein enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido. Além disso, e-mails trocados entre eles revelam relatórios de viagens oficiais e negociações sigilosas na Ásia, mesmo após Epstein ter sido condenado por crimes sexuais.
O rei Charles III expressou pesar, mas reforçou que a lei deve ser cumprida. Sob pressão popular, ele retirou títulos militares e de nobreza de Andrew e o despejou de sua residência oficial. O Palácio de Buckingham afirmou que o ex-príncipe deve colaborar com as autoridades e negou que a Coroa tenha financiado acordos financeiros relacionados a processos judiciais de vítimas de abuso.
O escândalo também afetou o governo trabalhista, resultando na renúncia de três figuras do alto escalão, incluindo o chefe de gabinete de Starmer. A crise foi acentuada pela nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos EUA, apesar de seus vínculos com Epstein. Documentos também expuseram a ex-esposa de Andrew, Sarah Ferguson, que descreveu Epstein como 'o irmão que sempre quis ter'. Andrew permanece na linha de sucessão, mas sua exclusão formal requer votação no Parlamento britânico.