O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu desculpas à população pela repressão aos protestos que começaram no final de 2025. Em um discurso, o político se disse "envergonhado" pela violência dos últimos eventos e garantiu que irá amparar aqueles que foram prejudicados.
Pezeshkian afirmou que a obrigação do governo é auxiliar todos os afetados e que o país precisa reconstruir-se após os incidentes. As manifestações, que começaram em dezembro de 2025, criticavam a economia debilitada e rapidamente se voltaram contra o regime teocrático que governa o Irã desde 1979, resultando em mais de 6,4 mil mortes devido à repressão.
Apesar de suas desculpas, o presidente não mencionou as ações das forças de segurança e atribuiu os distúrbios a "terroristas" ligados a estrangeiros. Ele enfatizou que inimigos estão tentando destruir o país e que a sociedade precisa se unir para curar as feridas causadas pelos eventos recentes.
A repressão aos protestos gerou tensões com os Estados Unidos. Durante o auge da violência, o presidente Donald Trump ameaçou intervenção militar caso a repressão continuasse, além de alertar sobre medidas severas se manifestantes presos fossem executados.